Os últimos anos marcam uma mudança definitiva no comportamento do turista brasileiro. Mais informado, conectado e criterioso, o consumidor deixou de buscar apenas preço ou destinos populares, passou a exigir pacotes turísticos mais flexíveis, personalizados e alinhados. Para agentes de viagem, compreender esse novo perfil tornou-se essencial para manter a competitividade no mercado.
Dados do Ministério do Turismo indicam que a atividade turística no Brasil cresceu quase 10% em 2024, impulsionando um cenário positivo em 2025, com milhões de brasileiros planejando viagens nacionais e internacionais ao longo do ano. Esse aquecimento, no entanto, veio acompanhado de um cliente mais exigente e menos disposto a aceitar produtos padronizados.
Personalização como regra
Uma das principais exigências observadas é a personalização dos pacotes. O viajante quer liberdade para escolher experiências, ajustar datas, combinar serviços e moldar o roteiro ao seu perfil. Relatórios de tendências do setor mostram que consumidores valorizam produtos que se adaptem às suas preferências individuais, sejam elas culturais, gastronômicas ou de lazer.
Segundo o ‘E-book de Tendências de Turismo 2025’, da BeFly, a personalização passou a ser um requisito básico para o consumidor moderno, impactando diretamente a forma como operadoras e agências estruturam seus produtos.
Sustentabilidade
Outro ponto central nas exigências dos brasileiros é a sustentabilidade. De acordo com levantamento da Booking.com, 98% dos viajantes brasileiros afirmam querer fazer escolhas mais sustentáveis ao viajar, priorizando hospedagens responsáveis, experiências que beneficiem comunidades locais e práticas que reduzam impactos ambientais.
Esse comportamento influencia diretamente os pacotes turísticos, que passam a incluir experiências de turismo responsável, consumo local e iniciativas de baixo impacto ambiental como parte do valor do produto.
Experiências autênticas
Em vez de roteiros focados apenas em pontos turísticos tradicionais, os brasileiros demonstram maior interesse por experiências imersivas e culturais, como gastronomia local, eventos regionais, vivências com moradores e atividades que promovam conexão com o destino.
A tendência reforça o crescimento do chamado turismo de experiência, em que o viajante valoriza memórias únicas e narrativas autênticas. De acordo com análises de mercado, experiências bem estruturadas aumentam o ticket médio e elevam a satisfação do cliente.
Custo-benefício e transparência
Mesmo com o desejo de experiências mais completas, o brasileiro segue atento aos preços. A exigência não é necessariamente por pacotes mais baratos, mas por clareza, transparência e bom custo-benefício. Itens bem detalhados, benefícios claros e ausência de taxas ocultas são fatores decisivos na compra.
A ‘Revista Tendências do Turismo 2025’, publicada pelo Ministério do Turismo, aponta que o consumidor prioriza viagens que entreguem valor real, equilibrando qualidade, preço e experiência.
Impacto direto para agentes de viagem
Para os agentes de viagem, esse novo cenário reforça a importância do papel consultivo. O profissional passa a desenhar experiências, orientar escolhas e agregar valor por meio de conhecimento, curadoria e atendimento personalizado.
O sucesso na venda de pacotes turísticos está diretamente ligado à capacidade de compreender o perfil do cliente, oferecer soluções flexíveis e comunicar benefícios que vão além do roteiro básico. O agente deixa de ser intermediário e se consolida como especialista.





