O mercado de cruzeiros no Brasil segue em trajetória de crescimento e consolida seu peso dentro da indústria do turismo. No biênio 2023-2024, o setor movimentou mais de R$ 5 bilhões, reforçando sua relevância econômica e a capacidade de atrair um público cada vez mais diverso.
Para a temporada de 2025, que se estende até abril de 2026, a expectativa da Clia Brasil é de avanço contínuo, com números que acompanham a recuperação global das viagens marítimas.
Esse desempenho está diretamente ligado à atuação das agências de viagem, responsáveis por conectar o consumidor a um produto que exige conhecimento técnico e orientação especializada. Com um portfólio amplo, que vai de cruzeiros contemporâneos a experiências de luxo, expedição e fluviais, o canal se mantém como peça central na distribuição.
Na prática, o impacto desse movimento já é percebido na ponta. Redes como a Trip In, com sede em São José do Rio Preto, identificam um aumento no interesse pelo produto, especialmente entre viajantes que estão embarcando pela primeira vez. Em 2025, esse público representou 31% dos passageiros, um indicador claro de expansão do mercado.
Ao mesmo tempo, o cruzeiro se fortalece como uma opção versátil, capaz de atender diferentes perfis em uma mesma viagem. A possibilidade de reunir gerações, combinando entretenimento, praticidade e diversidade de experiências, contribui para ampliar o apelo do produto e facilitar sua comercialização.
Crescimento passa por novos clientes e recompra
Se a entrada de novos viajantes aponta para expansão, a recompra reforça a sustentabilidade do setor. Segundo o fundador e CEO da Trip In Viagens, Manolo Domingos, o comportamento do consumidor mostra um padrão claro de fidelização.
“Quem faz um cruzeiro e gosta sempre retorna para adquirir novos destinos”, afirmou.
Para capturar esse movimento, a rede aposta em estratégias de remarketing, direcionando campanhas a consumidores que já demonstraram interesse no produto. As redes sociais também assumem papel central, funcionando como principal canal de contato e conversão.
Produto exige orientação e reforça valor do agente
Mesmo com o avanço da digitalização, o cruzeiro continua sendo um produto que depende de consultoria. Questões como escolha de cabine, roteiro, experiências a bordo, documentação e logística de embarque tornam o processo mais complexo do que em outros tipos de viagem.
Não por acaso, cerca de 75% das vendas seguem concentradas nas agências de viagem. Mais do que intermediar a compra, o agente atua como facilitador da experiência, agregando segurança e confiança ao cliente.
Setor combina escala e potencial de expansão
O cenário atual mostra um mercado que cresce em duas frentes: amplia sua base de consumidores e fortalece a recorrência entre quem já experimentou o produto. Com isso, o desafio deixa de ser apenas acompanhar o crescimento e passa a ser transformar essa demanda em vendas consistentes.
“Mais do que saber que o mercado cresce, nosso foco é entender como transformar esse movimento em vendas dentro das unidades”, concluiu Manolo Domingos.




