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Se a fé move montanhas, o turismo religioso move milhares de pessoas.

Em conversa com Lisandra Wistuba Boese, uma das proprietárias da G4 Viagens, agência especializada no ramo, pudemos conferir detalhes sobre esse nicho, que representa cerca de 20% do turismo mundial.

Lisandra Wistuba Boese/ Arquivo Pessoal

Buscando vivenciar experiências espirituais e religiosas, mais de 340 milhões de turistas em todo o mundo procuram lugares sagrados como destinos de viagem, de acordo com a Organização Mundial do Turismo (OMT). Esses deslocamentos representam uma movimentação econômica anual de cerca de 18 milhões de euros. Nesse cenário, a G4 Viagens se destaca ao promover roteiros que combinam religião, turismo e convivência em grupo.

A G4 Viagens identificou que o público ideal para esse tipo de turismo está na meia-idade, muitas vezes já aposentado, composto por pessoas que buscam algo além de um simples passeio. “As pessoas estão procurando cada vez mais viagens que tenham experiências, e as viagens religiosas seguem por essa linha”, explica Lisandra.

Lisandra destaca que o turismo religioso tem crescido consistentemente, e o perfil dos turistas também está se transformando. “Antes, a idade média dos grupos era alta, entre 70 e 80 anos, e a maioria mulheres. Hoje, essa média baixou para 60 a 70 anos, e muitos casais estão embarcando, embora a maior parte ainda sejam senhoras.”

Ela ressalta que esse perfil de viajante aprecia a possibilidade de criar novas conexões e vivências. “A disponibilidade de tempo proporcionada pela aposentadoria permite que essas pessoas façam viagens mais longas e dedicadas”, comentou. Além disso, o senso de segurança também é um ponto relevante. “Os turistas se sentem seguros tendo uma agência de confiança por trás de tudo e principalmente junto na viagem, já que todas as viagens têm um representante da G4, além de um guia (bilíngue) e um padre.”

 

A experiência transformadora da Viagem Religiosa

Para Lisandra, as peregrinações são mais do que uma série de práticas religiosas. “As peregrinações não são apenas para rezar o dia inteiro, mas fazem parte de um todo”. Os itinerários são cuidadosamente planejados para ir além do aspecto espiritual, oferecendo também um mergulho cultural nos pontos turísticos, na culinária e nas tradições locais. “Nos preocupamos com cada um do grupo individualmente, pois cada pessoa tem uma limitação ou uma demanda especial”, explica Lisandra. Esse atendimento personalizado é um dos diferenciais da G4 Viagens.

Além disso, antes da viagem, a agência fornece suporte completo aos participantes, orientando-os desde a escolha do que levar na mala até a troca de moedas e a instalação de chips internacionais. Tudo é feito para garantir uma experiência leve e sem contratempos.

 

Prevenção e Parcerias para uma Viagem Segura

Para viagens de grupo, especialmente para um público mais maduro, contratempos podem surgir. Lisandra reforça a importância de trabalhar com parcerias confiáveis. “Toda viagem em grupo tem alguns contratempos, por isso a importância de termos sempre uma operadora parceira, o que diminui consideravelmente os riscos.”

Outro ponto fundamental é a segurança durante a jornada. “Ter uma seguradora ‘ponta firme’ é essencial, porque, como geralmente a idade média dos participantes é alta, os riscos de acontecer algum sinistro também aumentam.”

 

Novos horizontes para o Turismo Religioso

A G4 Viagens já tem planos para explorar destinos religiosos ainda pouco visitados. “Estamos aguardando a reabertura do turismo em Israel após a guerra. Também há interesse na Turquia, pelos caminhos do apóstolo Paulo, e no México, com suas tradições únicas.” 

No Brasil, novas rotas têm ganhado atenção, como a Rota do Rosário, no Paraná, e a Rota do Milagre, que inclui Foz do Iguaçu. Sobre a Rota do Rosário, Lisandra explica: “Nessa viagem conhecemos alguns santuários pelo interior do Paraná, sendo um deles em Bandeirantes/PR, em devoção a São Miguel Arcanjo. Já Prudentópolis/PR não tem santuário, mas possui muita história dos colonizadores ucranianos e também suas cachoeiras.”

Já a Rota do Milagre traz outro foco: “Essa rota dá para incluir Foz do Iguaçu. Nessa viagem, conhecemos a cidade de Juranda/PR, que é a cidade do milagre dos Santos Pastorzinhos no menino Lucas, e Foz do Iguaçu/PR entra como o diferencial de turismo e lazer.”

Lisandra vê nessas rotas nacionais um grande potencial para unir religiosidade, história e lazer: “Esses roteiros têm tudo para atrair turistas que queiram uma experiência espiritual sem abrir mão de momentos de descanso e diversão.”

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